PARTICIPE AQUI DO SORTEIO DOS LIVROS

Novidade

Olá, seja bem-vindo(a) ao sorteio de dois exemplares do livro "Eu odeio a minha mãe: #SQN!

Para concorrer, basta você comentar abaixo deste post : Olá Leca! Se você quiser falar mais alguma coisa, melhor ainda, mas só o cumprimento "Ola Leca" já garante a participação no sorteio que vai acontecer em outubro, ok? 

O resultado do sorteio com o nome dos ganhadores será divulgado aqui no site. 

Boa sorte e, enquanto o livro não vem, aproveite para ler o primeiro capítulo! 


Mãe e filha em eterno conflito, certo?

Nem sempre: este livro “Eu Odeio a Minha Mãe #SQN! (Só que não) vem mostrar que ambas, tanto mãe como filha, são seres mutantes e que evoluem, isso basta para dar uma nova cara ao cotidiano das duas.


Com uma roupagem atual, a começar pela hashtag #SQN! Bastante utilizada hoje em dia pelos adolescentes, nos textos aparecem situações ora engraçadas, ora sérias, porém, sempre de forma espontânea na voz de Jéssica Luísa.

A garota é uma adolescente de 15 anos, que mora em Brasília, e tem muitas queixas da mãe, a dona Márcia, uma funcionária pública recém divorciada.


Um tópico que diferencia este livro de alguns similares é que são apresentados pequenos quadros sob o título (Só pra saber) onde são explicados de forma breve e sucinta temas que estão sendo tratados ao longo da história como a menopausa das mulheres, a origem dos sapatos, crimes virtuais, o beijo na boca, importância da comunicação falada, gravidez indesejada entre outros tópicos extraídos propositadamente do universo juvenil.


Quer saber onde encontrar? Acesse a Amazon:
www.amazon.com.br
Formato E-book ( Kindle Unlimeted) e capa comum, a Amazon imprime e envia para a sua casa (116 páginas)- Editora Lua Azul.

 

Amostra grátis:

Eu odeio a minha mãe: #SQN!

 

Vivendo um big brother

 

“Eu sou uma garota de 15 anos e (pasmem!!!) falar sobre a minha vida ainda é praticamente falar sobre a minha mãe. Tudo o que eu faço, o que eu como ou deixo de comer, o que eu visto, o dia do mês em que fiquei menstruada (coisa chata!!!) e se tem absorvente na gaveta... ela controla simplesmente tudo! É um saco.

            Literalmente eu me sinto como aquelas pessoas que ficam dentro de uma casa do big brother, ou pior do que elas, porque a vigília é toda direcionada a mim e não para um grupo de pessoas. Ela quer saber se o ônibus me deixou no horário na porta da escola, se todo mundo estava de cinto, se teve matéria nova e se eu entendi a aula, se eu corro o risco de não alcançar nota boa no bimestre. E o pior, ela pergunta isso todas as noites, de segunda a sexta, porque no sábado, ao invés dela sair com amigas ou algo parecido, ela inventa de arrumar as gavetas da casa, e isso inclui as minhas, ou de ficar organizando os armários, inclusive os meus!

            É um troço muito doido porque o que para muita gente não passa de uma tarefa chata, que a gente enrola ao máximo para fazer, para a minha mãe parece ser diversão. Cara, ela fica dobrando minhas meias, uma por uma, acertando o par e no rosto um sorriso estranho, como se estivesse num parque da Disney, sabe? Juro! Às vezes penso que ela não “bate” muito bem, mas isso passa, às vezes.

            Minha mãe cada dia é de um jeito, sabe? É sinistro mesmo. Tem dias em que ela acorda tipo relax. Me dá um beijinho, oferece sanduiche antes de eu sair para o colégio e vai se arrumar de boa para o trabalho cantando algum rock dos anos 90. Outros dias, só pelo olhar, eu já sei que vai dar rolo. Ela implica porque a fatia de queijo está muito grossa daí fala que a conta do mercado tá pela hora da morte, fala pra eu não engordar porque não vai poder comprar roupas novas e ameaça me tirar do transporte escolar. Depois faz umas insinuações completamente fora de propósito. Nestes dias, já sei que só pode ser a TPM agindo na cabeça dela e ela fica meio que autômata, sabe? Reclama só por reclamar, sem saber ao certo do que está falando. Sinistro mesmo.

 

A tal da menopausa

 

            Já li sobre isso e penso que a minha mãe tá numa fase meio tipo TPM plus antes da menopausa, aí tem mulher que surta mesmo, sabia? Deve ser o caso dela porque pelo menos a metade do mês é assim.

            É claro que eu também não tenho sangue de barata, aliás, acho que barata (Argh !!!)  nem tem sangue, mas eu tenho, e muito! Aí a gente discute sério porque eu fico “com sangue nos olhos”. Eu falo pra ela se tocar, não se meter tanto na minha vida... essas coisas que toda filha tem vontade de dizer, mas nem sempre tem coragem.

            Às vezes, quando eu tenho, me arrependo. Minha mãe chora de um jeito que chega a dar pena. Ela começa travando, depois para de me olhar e fica encarando uma parede qualquer, depois ela se levanta e vai até o quarto, mas não fica lá. Volta com as lágrimas pingando e começa a se lamentar, dizendo que devia saber que como única filha iria errar tudo na minha criação, que devia ter deixado eu ir morar com o meu pai nos EUA, que morando sozinha ela pelo menos iria correr o risco de errar menos, deixar de ser uma incompetente...

            Eu tento respirar fundo, juro. E aí depende. Se eu estiver num clima beleza, faço o que a minha mãe quer, digo que não é bem assim, que eu adoro morar com ela etc. Depois dou um abração acolhedor para diminuir a carência dela e aí fica tudo bem. Agora, se eu estiver zoada, e isso vem acontecendo cada vez mais, eu nem quero ouvir nada, deixo ela ficar chorando e vou para o meu quarto. Ela chora mais alto, fala mil vezes que não vale a pena ter filhos para não ter que passar por isso, e continua chorando até dormir, ou até dar a hora dela sair de casa pra trabalhar.

            Só aí eu tenho descanso!

  

Só pra saber:

“ A Menopausa, também chamada de climatério começa dos 40 anos em diante e nada mais é do que um monte de transformações físicas e psicológicas que levam ao fim da capacidade que a mulher tem de se reproduzir, ou seja, de ter filhos. Essas transformações podem durar anos até a menopausa se instalar definitivamente. Cada mulher passa por essa fase de uma forma. Algumas ficam muito bem, mas outras precisam de tratamento porque os sintomas são muito fortes”.

 

O exagero em pessoa

 

            Além de ser estressada na maioria do tempo, a minha mãe é muito exagerada, tipo muito exagerada mesmo! Tipo assim, vamos dizer que choveu, só por isso ela quer que eu leve na mochila um casaco de lã enorme. Se for para ir pro colégio nestes dias, tenho que ir de agasalho, um mico porque depois a chuva passa faz um calorão danado e só eu estou lá de calça comprida. O casaco até que dá pra enfiar na mochila, mas a calça não.

            Não adianta falar porque a minha mãe simplesmente não me ouve. Quando calha de eu ir dormir na casa de uma amiga, então, ela soca um casado escondido na minha sacola. As garotas ficam rindo e dizendo que se vier o frio que eu estou esperando todo mundo irá congelar.

            Esse lance de dormir na casa de uma amiga, aliás, é um tópico sobre o qual eu poderia falar, ou melhor, escrever, durante horas. A primeira vez que eu fui dormir na casa da Bruna, a minha melhor amiga até hoje, foi uma loucura. Minha mãe ligou pra casa dela e tipo fez um interrogatório completo.

            Eu quase morri de vergonha quando a Bruna disse sorrindo na mesa do café da manhã que a minha mãe perguntou o que eles costumavam comer logo cedo. Confesso que fiquei branca e a coisa só não foi pior porque a mãe da Bruna, a dona Leda, é super de boa e entendeu a preocupação da dona Márcia, no caso, a minha mãe.

            “Fica tranquila, Jessy” ela sorriu dizendo que também teria a mesma preocupação se fosse o contrário. Mas é claro que não é bem assim, a Bruna já dormiu aqui em casa um montão de vezes e a dona Leda nunca perguntou o que é que a gente iria comer. Caramba, véi, só comigo mesmo uma vergonhona dessas!

            Isso sem contar que ela perguntou se a gente dormiria em um quarto só nós duas, quis saber exatamente a idade do irmão da Bruna - no caso o Andrey tem seis anos de idade – e também indagou se a família planejava alguma saída naquela noite e para onde. A gente não saiu, pelo menos não eu e a Bruna. Os pais dela e o Andrey foram comer pizza, mas acho que a minha mãe pôs tanta pilha naquela minha saída de casa que os pais dela ficaram com medo de dar alguma zebra e deixaram a gente em casa mesmo, nem chegaram a convidar pra sair e nem nada.

            Não foi tão ruim porque a gente comeu um balde gigante de pipoca com creme de chocolate e avelãs e tomamos uns energéticos que a gente encontrou na geladeira assistindo uma temporada inteira de uma série de vampiros, mas mesmo assim ficou meio esquisito...”

Continua...