Meus livros

 

 

 

MEUS LIVROS

Trilogia infantojuvenil, young adult e todas as idades:

Lua Azul e a Terra Paralela – livro 1 – livro físico  e e-book ( www.amazon.com.br)

Lua Azul e a Luta Contra o Medo – livro 2 – livro físico  e e-book (www.amazon.com.br)

Lua Azul e o improvável retorno – livro 3 ( em andamento)

Livro adulto romance/superação

Quem vê Cara não vê Ansiedade – livro físico e e-book

Livro adulto romance/suspense/mistério/reflexão

A Torre – livro físico

Crônicas femininas

Quero Muito ser Clarice – e-book ( Leya on line)

 

Confira abaixo as resenhas dos meus livros publicadas no blog Historiar, por Thamiris Dondóssola:

Blog Historiar

RESENHA: LUA AZUL E A TERRA PARALELA – LECA HAINE

Sinopse: A heroína Zelda namora, estuda e gosta de ler e ouvir música, até que começa a receber bilhetes misteriosos. Seguindo a pista dos bilhetes, ela chega à Terra Paralela, onde inúmeras surpresas a aguardam, como um reencontro inesperado com uma pessoa desaparecida e o fato de que sua família há muito tempo era observada de longe por um ser maligno e cruel.

Recheado de mistérios e grandes descobertas, entre tantas outras coisas, como a agonia proporcionada pela curiosidade, Lua Azul e a Terra Paralela me fez sentir uma enorme saudade de casa.

“E quem foi que disse que ralar é ruim? – perguntou Ângelo, abraçando-a. – Filha, o que nos chega de graça não tem valor. Gostoso é a gente batalhar e ver que os resultados surgem com o nosso esforço.”

A estória gira em torno de Zelda Maria Silva Sales de Mendonça, uma moça inteligente de 16 anos. Inicialmente, sua vida está tranquila e feliz, pois a jovem começa a namorar com Pedro, um rapaz de quem gosta muito. No entanto, essa tranquilidade é atrapalhada por uma carta misteriosa deixada em sua casa. Tal carta faz com que a vida de Zelda mude completamente. A garota faz novas descobertas acerca do passado de sua mãe, que já não vive mais entre seu pai e sua irmã, e essas descobertas a direcionam para um mundo de questionamentos e incertezas. Passamos a acompanhar, portanto, a busca de Zelda pela verdade.
Eis que a verdade aparece, então, tudo muda.
Recebi Lua Azul e a Terra Paralela da autora Leca Haine. Agradeço a oportunidade que a Leca me deu de conhecer a sua obra. Eu tinha altas expectativas em relação à estória, principalmente por se tratar de uma obra juvenil (que eu adoro) e posso afirmar que foi uma leitura muito positiva. A escrita da autora é informal e deliciosa, daquelas que nos prende completamente.
De modo geral, o desenvolvimento da estória de Zelda foi muito bem construído pela autora. Não houve nenhum ponto solto, muito pelo contrário, houve fechamento e diálogo entre todos os fatos. O ambiente onde se passa parte da estória, Constantina, me fez sentir uma enorme saudade de casa. E, além disso, o livro me lembrou da coleção Vaga-Lume. O estilo é semelhante àqueles juvenis maravilhosos, diferente de alguns livros contemporâneos, e foi muito bacana ter essa lembrança em mãos. Outro ponto muito bacana, é a poesia das cartas deixadas no correio de Zelda. Me diverti e li todas em voz alta, admirando as rimas. Portanto, creio que já se tornou perceptível que eu só tenho considerações boas para fazer.

“O que eu quero dizer é que o poder e o dinheiro são uma ilusão… só servem pra dar mais conforto, mas alegria mesmo, felicidade, não têm a ver com dinheiro.”

A protagonista Zelda é o tipo de personagem pelo qual você se apaixona, mesmo sendo comum. Zelda é transparente, é sincera, tem defeitos como qualquer ser humano, e acima de tudo, é muito corajosa. Em vários momentos eu fiquei me questionando: o que ela vai fazer agora? Qual será a sua decisão? Eu também me coloquei em seu lugar, mas eu não sei se seria tão corajosa, como Zelda foi. Os personagens: Ângelo, Selena, Pedro, Cíntia, Carminda, Diana e Eunice, mais uma vez de um modo geral, foram todos muito bem elaborados, totalmente fundamentais para o desenrolar dos fatos. Sabe quando você tem aquela sensação de que tudo está em ordem e faz sentido? Pois é.
Lua Azul e a Terra Paralela é cheio de mistério e fantasia, com pitadas de um suspense levinho, na medida certa. Houve um momento em especial, quando as cartas desconhecidas de um sujeito que se identificava com “O. D.” começaram a se tornar frequentes e Zelda decidiu que descobriria a verdade, que eu não consegui mais largar o livro. Simples assim. Quando finalmente pude, li a obra num período de tempo muito curto. A leitura é intrigante, faz você querer descobrir a verdade também. Zelda certamente nunca esteve sozinha nessa!

E que final foi esse, Leca Haine? Quando eu li a última página já estava roendo as unhas. O que é que aconteceu depois daquilo? Eu preciso saber!

Se você gosta de literatura juvenil, quer ler um livro muito gostoso, aconchegante e misterioso, Lua Azul e a Terra Paralela é a escolha perfeita.

Leca Haine é jornalista e dedicou-se ao serviço público (comunicação) durante 30 anos em Brasília/DF. Após alguns cursos de roteiro para TV e cinema, além de trabalhos publicados via Web, optou pela narrativa contemporânea em seu romance de estreia, A Torre, onde descreve o crescimento humano das personagens de forma surpreendente e inovadora.

RESENHA PREMIADA: LUA AZUL E A LUTA CONTRA O MEDO – LECA HAINE

 

Sinopse: Até que ponto uma adolescente comum consegue superar o fato de ter que atravessar um portal e viver longe da família em uma outra dimensão? Esse é o desafio de Zelda, a partir de agora, na Terra Paralela. Neste segundo livro cheio de aventura e suspense, a garota descobre que muitas vezes as coisas não são como parecem, que amigos se transformam facilmente em inimigos e que os nossos desafetos podem vir a ser aqueles que irão nos sustentar na luta contra o medo.

Lua Azul e a Luta Contra o Medo é o segundo livro da trilogia Lua Azul, escrita pela autora Leca Haine, parceira do blog Historiar. Para ler a resenha do primeiro livro da série, Lua Azul e a Terra Paralela, clique aqui.
Neste segundo livro, temos a continuação das aventuras de Zelda, a garota que se tornou a nova princesa de Constantyna. E ser princesa não é nem um pouco fácil, mas Zelda está decidida a lutar pelo seu povo e livrá-lo das mãos malvadas do vilão Olix, que almeja destruí-la.

“- Você é a esperança desse povo de um dia melhor, um dia em que todos poderão se levantar pela manhã e sair de casa de cabeça erguida, com a certeza de que vive numa sociedade justa e sem regalias para uns poucos afortunados.” (p. 80)

A leitura deste segundo livro da trilogia é uma aventura do início ao fim. A cada livro que leio da autora, me torno mais fã. Comecei e terminei a leitura num único dia, é muita adrenalina! O leitor se envolve com os personagens e o enredo de uma forma incrível!
Zelda está muito mais forte e decidida, apesar de algumas desconfianças. A protagonista se mostra cada vez mais capaz de governar um reino, ela tem muita vontade de fazer o bem. Minha admiração por ela só cresce! Outro ponto que preciso destacar é o fato de ela estar apaixonada, adorei a forma singela com que a autora inseriu um pouco de romance no livro em meio a tantas confusões e aventuras.

“- Não disse? Parece que você foi criada para ser uma princesa, mesmo não tendo ideia de que um dia assumiria um trono de verdade…” (p. 19)

O enredo é extremamente misterioso. Em Lua Azul e a Luta Contra o Medo, a autora se encarregou de preparar uma série de portas com respostas que precisam ser abertas. Visitamos masmorras, ansiamos pelas respostas de um velho botânico, acompanhamos a formação de um grupo chamado Brigada Azul… Acontece tanta coisa nesse livro, que, sinceramente, não dá para largar. O tempo passou e eu nem percebi.
Mas uma das melhores coisas, além de tudo o que eu já mencionei, é a reflexão embutida nas páginas do livro que a autora nos propõe. Desde muito tempo precisamos pensar sobre justiça, lealdade paz, e Leca Haine faz um ótimo trabalho quanto a isso. E o melhor de tudo: num livro infantojuvenil. Adoraria ver mais disso nos livros juvenis que estão sendo lançados ultimamente. Enfim, com a leitura de Lua Azul e a Luta Contra o Medo, além de nos divertirmos e nos aventurarmos, também refletimos sobre alguns valores essenciais para a nossa existência.

“- Uma das coisas mais bonitas que eu identifico no ser humano é a sua capacidade de mudar de opinião, de recomeçar e fazer tudo diferente.” (p. 112)

Desde o início, estive tentando entender a razão do nome do livro, e quando finalmente entendi, só consegui pensar em quão criativa a autora é. Aliás, tudo, absolutamente tudo é muito bem encaixado, não consegui encontrar nenhum ponto solto até agora. Se há, passou totalmente despercebido pelo meu olhar alucinado na leitura. Estou amando dar continuidade à leitura da trilogia, e normalmente, eu não costumo gostar de séries, sempre prefiro livros “únicos”.
Preciso concluir essa resenha dizendo o quanto aposto na escrita de Leca Haine, ela é uma excelente profissional, estou cada vez mais encantada! Lua Azul e a Luta Contra o Medo é mais uma linda obra dessa grande autora. Se você curte fantasia, aventura e muita emoção, não pode deixar de ler os livros da trilogia.
Referência: HAINE, Leca. Lua Azul e a Luta Contra o Medo. Brasília: Editora Lua Azul, 2017.

 

RESENHA: QUEM VÊ CARA NÃO VÊ ANSIEDADE – LECA HAINE

Sinopse: Esta é uma história de ficção baseada em fatos reais. Fala da angústia vivida por mais de 9% dos brasileiros (cerca de 18,6 milhões de pessoas) que sofrem com transtornos de ansiedade (segundo dados da ONU) e que muitas vezes são tidos como irresponsáveis ou vagabundos. Algumas dessas pessoas foram representadas por meio de situações vividas pelas personagens deste livro. Tudo o que foi aqui relatado faz parte de experiências captadas junto a equipes que atuam na redução de danos hospitais e clínicas psiquiátricas, além de consultórios de psicologia que tive oportunidade de conhecer, ora trabalhando na área da Comunicação de Saúde, ora como mera observadora e/ou paciente em terapia.

Leca Haine me presenteou, mais uma vez, com um livro maravilhoso! Quem vê cara não vê ansiedade é diferente de A Torre e dos livros fantásticos da série Lua Azul. Desta vez, a Leca escreveu sobre um transtorno bastante conhecido e que afeta muita gente, mas que muitas vezes não é levado a sério: a ansiedade.

“A grande maioria das pessoas é ansiosa. Eu sou ansiosa, minhas amigas, todas elas também são. Mas nunca pensei na ansiedade como uma coisa tão forte a ponto de não deixar a gente viver normalmente.” (p. 126)

Em Quem vê cara não vê ansiedade nós acompanhamos um recorte da vida de uma família que está passando por problemas. O filho é um jovem que não vê mais sentido na vida, então começa a beber e a utilizar vários tipos de drogas para esquecer de si mesmo. Como consequência disso, ele vem passando a maior parte do tempo nas ruas, como um “mendigo”.
A partir deste problema, temos uma série de depoimentos em primeira pessoa de cada um dos envolvido no caso, inclusive do filho. Cada capítulo do livro é destinado às impressões da mãe, do pai e da avó, diante da situação em que o filho se encontra. É como se cada uma dessas pessoas possuíssem um diário. É assim que o leitor acompanha o decorrer dos acontecimentos a partir do problema em que o filho se encontra.
Depois de muitos acontecimentos e dificuldades, o filho é diagnosticado, primeiramente, com esquizofrenia. Ele passa um tempo numa clínica e volta para a casa, mas tem uma recaída e volta para as ruas. É depois dessa recaída e de quase morrer, que os médicos fazem o diagnóstico que mais se aproxima do correto, o problema do filho é, na verdade, o transtorno de ansiedade generalizada.

“A sociedade é assim. A gente vê aquilo que quer ver e deixa de lado o que não quer.” (p. 123)

Este é um ótimo livro. Sério! Eu imaginava que se aproximaria muito do gênero autoajuda, mas me enganei, Quem vê cara não vê ansiedade é uma ficção cheia de reflexões. Conseguimos acompanhar o ponto de vista de cada membro da família envolvido, e é impressionante como a gente têm impressões sobre um mesmo assunto tão diferentes das outras pessoas, por exemplo, o filho passa uns tempos nas ruas e acha que a mãe está agradecendo por isso, afinal, ele só dá trabalho. Mas, na verdade, a mãe está arrasada e preocupada, ela faz até mesmo promessas a Deus para ter seu filho de volta. É comum que pessoas com ansiedade se sintam estorvos na vida de outras pessoas, e isso se reflete perfeitamente nos depoimentos dados pelo filho.

“O ruim de ser como eu sou é que eu nunca acho que sou bom o suficiente para as outras pessoas. Explico: sempre acho que estão me julgando, e isso começou desde quando eu era pirralho.” (p. 92)

Durante a leitura, acompanhamos a mãe tentando dar uma razão para seu filho estar do jeito que está. Ela tem milhares de ideias, aponta uma série de fatos, mas em momento algum, pensa que o problema dele seja a ansiedade. E como isso é comum! As pessoas costumam desdenhar a ansiedade, costumam julgá-la, classificá-la como drama, manha, infantilidade. Muitas pessoas não enxergam o grande problema que a ansiedade, se não for tratada, pode gerar. A ansiedade é um transtorno silencioso, que engana facilmente, pois, de fato, quem vê cara, não vê ansiedade. A autora foi mestre em fazer-nos refletir sobre como a ansiedade afeta vidas, como as doenças psicológicas são tão sérias e merecem tanta atenção quanto as doenças físicas.

“É preciso que as pessoas se mobilizem, façam passeatas, chamem a imprensa, coloquem a doença menta no mesmo patamar das doenças físicas.” (p. 105)

Não posso deixar de mencionar um fato que chamou profundamente a minha atenção. A mãe enfrentou todo o problema do filho, praticamente sozinha. A mãe, a mulher. Foi ela quem passou noites em claro, mas continuou trabalhando para se sustentar. Foi ela que tirou forças não sei de onde para procurar pelo filho, para fazê-lo aceitar um tratamento, para, simplesmente, ter esperança. Essa mãe merece muitas palmas.
A escrita da Leca Haine, mais uma vez, é convidativa e confortável. Você pode ficar sentado por horas lendo, que não vai se cansar. Novamente, Leca escreveu um livro incrível, que pode ajudar muitas pessoas a mudarem de olhar quando o assunto for ansiedade. Precisamos ser mais sensíveis, afinal, não é somente quando se jorra sangue do corpo que sentimos dor. Há dores silenciosas, e elas podem ser muito piores que as barulhentas.
Referência: HAINE, Leca. Quem vê cara não vê ansiedade. Brasília: Editora Lua Azul, 2017.

RESENHA PREMIADA: A TORRE – LECA HAINE

Sinopse: Rio de Janeiro, anos 2000. Eusébia, uma velha mulher arrogante e preconceituosa, vê-se sozinha e sem ninguém para conversar, a não ser o porteiro Tião, que veio do nordeste em busca de trabalho. Com o passar do tempo, surge uma espécie de codependência entre os dois, induzida pela solidão que sentem e que não têm coragem de confessar nem mesmo para si próprios. Somente encarando os erros do passado e buscando perdoar-se a si próprios, ambos conseguem enxergar que a Torre, o prédio onde moram, não é mais o mesmo e que um novo destino os aguarda.

 
A Torre é um livro surpreendente! Temos dois protagonistas inusitados e uma história inteira extremamente bem formulada cercada inteiramente na vida de ambos.
Este livro carrega, em seu enredo, algo que para mim foi totalmente novo. Vejamos: Eusébia, a protagonista, é uma mulher velha, raivosa e muito má. Entre suas distrações diárias está o ato de insultar as pessoas pobres. A primeira impressão que a personagem passa é das piores. Mas a verdade é que ela não se encontra em uma boa situação, mesmo que não admita, todos sabem disso. E Sebastião, o protagonista, é um sujeito simples, trabalhador e muito triste, ou seja, é oposto de Eusébia.
Eusébia mora num edifício chamado Costa Atlântica, que no passado, era sinônimo de poder e riqueza, mas atualmente, segundo Eusébia, se transformou num “pardieiro encardido”. E Sebastião é o zelador deste mesmo prédio. As vidas dessas duas pessoas tão diferentes acabam se cruzando, pois Eusébia sofre de insônia e desce de seu apartamento todas as madrugadas até a portaria, onde Tião passa suas noites, também num pesado estado de insônia. Eles sempre acabam conversando, mas a conversa nunca é agradável, pois Eusébia chama a atenção do zelador apenas para humilhá-lo e fazer reclamações acerca do edifício. E Tião prefere não rebater, pois se considera apenas um empregado, então deve respeito aos moradores.
No entanto, aos poucos, a relação entre os dois vai se tornando menos grosseira e mais respeitosa. E juntos, com os passados de ambos vindo à tona, eles acabam descobrindo que possuem muito em comum, muito mais do que imaginavam.
O foco do livro é algo novo para mim. Nunca me deparei com um livro atual onde os personagens são tão singulares, em uma história tão singular. É por essa razão que coloquei A Torre como algo novo. Além disso, a obra é surpreendente! Nós temos o desenvolvimento do relacionamento de Eusébia e Tião, e simultaneamente, há um suspense acerca de uma possível reforma que o edifício em que moram receberá. Quanto a isso, posso dizer que me senti muito curiosa, e quando finalmente descobri do que se tratava, sorri de satisfação com tamanha inteligência por parte da autora. Imagine A Torrecomo uma partida perfeita de dominó. É a melhor comparação que consegui fazer.
A grande verdade por trás do comportamento rude da personagem Eusébia, a meu ver, é que ela, que vivia solitária naquele apartamento, encontrou em Tião uma forma de espantar a solidão na qual estava imersa. Aos poucos, os personagens começaram a se aproximar e acabaram encontrando conforto na presença um do outro. Meu coração ficou bastante apertado quando eu notei que o envolvimento deles estava se tornando em algo bastante puro: a amizade, apesar do passado sujo que ambos tiveram.

“Isso ele teria que ver e checar porque agora não conseguiria mais olhar para as lojas, as placas, as revistas e tudo o mais que contivesse palavras sem tentar descobrir o que estava escrito.” (HAINE, 2015, p. 156-157)

Leca Haine escreveu um livro sensacional! A Torre nos mostra, entre muitas outras coisas, que todos nós erramos, e que um erro será sempre único, nós não podemos comparar o nosso erro com o erro do outro. Um erro sempre nos trará consequências. Mas, cabe a nós decidirmos nos redimir de nossos erros e procurar um caminho com luz. Bia e Tião começaram a aprender muito um com o outro, e isso os motivou a procurar pela redenção que tanto precisavam. É emocionante ver o quanto eles se esforçaram para deixar o passado para trás e seguir em frente, bem como é extremamente emocionante ver o quanto eles se ajudaram nesse processo.

” – Ah, você vem com essas asneiras de beija-mão. Arcebispo, bispo, padre, pastor… É tudo igual. São homens da Terra. Cheios de pecado como qualquer um de nós.” (HAINE, 2015, p. 84)

Mesmo que eu tenha classificado A Torre como algo novo para mim por conta dos protagonistas, eu afirmo: este livro é um livro para todos, digo isso com convicção. Afinal, a batalha dos personagens é uma batalha pela qual todos nós passamos. E aqui, encontramos a oportunidade perfeita para refletir sobre a vida e o quanto ela é frágil.
Referência: HAINE, Leca. A Torre. São Paulo: Biblioteca 24horas, 2015.