Adorei “A Filha Perdida” da Helena Ferrante

afilhaperdidaEsses dias li “A Filha Perdida”, da Elena Ferrante. Fiquei interessada no livro depois que ouvi o vídeo da Tatiana Feltrin e devo confessar que gostei bastante porque adoro histórias inusitadas. Esse é o meu gosto e o meu estilo, fazer o que, né? Rsrsrs. O livro conta a história de uma mulher de meia-idade, já com as filhas crescidas, que resolve passar as férias numa cidade litorânea no sul da Itália.

O que acontece depois, as coisas que a mulher faz, a doidera em que ela se mete! Gostei muito, até porque ela traz uma realidade muito grande e desmistifica o lance da maternidade romântica, onde tudo é lindo e tranquilo. Ser mãe dói de todas as formas, dói no corpo e na alma, e a descrição da personagem Leda sobre isso é desconcertante. Aprovadíssimo, recomendo!

Livro: A Filha Perdida

Autora: Elena Ferrante

Editora: Intrínseca

174 páginas

 

 

 

 

 

extraordinarioAmei “Extraordinário” da R.J. Palacio porque é um livro que faz pensar. Adoro livros assim!

Faz a gente pensar na vida, no quanto somos privilegiados. É um livro que nos envolve no problema do August, “Auggie” para a família e os amigos. O garoto tem uma deformação facial muito grande causada por uma disostose bucomaxilofacial e por isso é rejeitado pelas pessoas em geral, com exceção da família.

Uma linda abordagem que o livro traz é que August não é um garoto amargo, pelo contrário, é alegre e brincalhão, mas sofre horrores com a discriminação e isso faz dele uma pessoa retraída, ou seja, o problema não é ter um rosto disforme, mas sim não ser aceito por causa disso.

Aos poucos, segundo o próprio August, ficou mais fácil lidar com o fato de as pessoas o olharem e desviar o olhar, não conseguirem sustentar o olhar devido à sua deformidade, mas isso passa a pesar cada vez menos, conforme ele vai conseguindo se inserir no ambiente escolar. Aliás, õ tema do livro é justamente esse: a inserção de um garoto com uma deformação terrível na face no ensino fundamental, uma coisa que já é muito difícil para qualquer criança tida como “normal” e o que advêm disso tudo. No final, descobri que por mais que nós, seres humanos, sejamos cruéis uns com os outros, sempre há tempo de se reparar o mal e fazer tudo diferente.

Recomendo “Extraordinário”!

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#LecaHaine

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