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Tecnologicamente falando-se

ipad-605420_960_720Desembarquei num mundo novo e nem sabia. Não tinha ideia de onde os meninos praticamente saídos das fraldas iriam me levar. Eles, que inventaram de se reunir em suas garagens e suas faculdades na América, ou sei lá mais quais, que se enfronharam nos códigos binários de que nada entendo, mas que mudaram totalmente a minha vida de uns anos para cá.

Não mais a poeira das caixas de fotografias ou das músicas gravadas na fita cassete, eu quis. Ao contrário, agora me perco nas pastas e subpastas de umas janelas que de tanto mexer, alguma coisa passei a entender. Que falar então das grandes fitas de vídeos que foram esquecidas em um canto qualquer, talvez ao lado dos aparelhos que tinham a única capacidade de as ler?

Hoje sou multitarefada, aliás, todo mundo tem que ser porque senão perde o bonde da história e fica sem poder ver uma fotografia sequer, ou um vídeo, ou um zap, ou sei lá mais o que. Não é importante saber o nome, já que esses benditos nomes mudam todos os dias sem a gente saber.

A meninada, que já nasceu mamando nas tetas dessa parafernalha toda, se vira muito bem, nós os antigos, ao contrário, nadamos diariamente contra a imensa correnteza dessa tecnologia maluca, que parece ter como meta nos enlouquecer.

Mas é a vida e não adianta suspirar, muito menos e ainda pior, se orgulhar de estar à margem de tudo isso que nos rodeia, pois, pasmem, que fez isso está absolutamente sozinho mesmo em um mundo rodeado de gente. Ou você está in ou out, essa é a questão, a única e razoável questão que nos mostra, todos os dias, que ainda estamos vivos.

Leca Haine

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